quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Gaivotas.

E se eu lhes falar que o vento tinha histórias pra contar? Vão negar que a gente tinha rumos pra guiar no fim de cada esquina.

Sei, vai lembrar, que os dias foram longos para ti e recuar ao perceber que estive sempre aqui com pedaços do que foi o nosso fim. Bem aqui, bem.

Vai dizer que quando olhas ao céu já não vê as gaivotas que vinham do mar? E a tarde que brotava em tons de azul? Foi você quem fugiu do caminho a ser o futuro que nos levaria pro véu de nuvens e o terno.

Tempos depois eu me arrependi ao ver essas mágoas ainda aqui, talvez, não por mal, veio se despedir — Não somos um.
E eu já não sei mais por onde seguir, carrego o peso de um dia mentir pra mim mesmo enquanto ouvia aquele blues.

E até os meus amigos, seus amigos, disseram para mim que as vezes há perigo ao se olhar pra trás. Sei que sou bandido, já ferido e carrego a culpa em mim, mas tudo acaba quando terminou.