terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Portas fechadas.

Há quem me pergunte "mas, por quê?". Não importa o quanto eu tente titubear, a resposta acaba sempre caindo em algo que soa como "não sei". Um bom amigo me disse "Pode ser a melhor coisa do mundo, se não há de ser não será. Por mais complicado que possa parecer, as coisas acontecem como devem acontecer. Por mais que lutemos contra, esquecemos que o destino tem seu próprio rumo". Houve também um curto comentário, mas que me fez parar para pensar por um tempo, algo como "Talvez você só precisava fechar o capítulo que deixou aberto há anos atrás e depois de tentar notou que não seria como aquele garoto de 17 anos imaginava". Acreditem ou não... dói. A dor de não saber o que está fazendo machuca tanto quanto as palavras que foram ouvidas. Há quem vai me julgar - canalha, mentiroso, apático, oportunista - mas isso pouco me importa. Talvez não tenha muito mais o que ser dito ou feito, a melhor ou pior escolha que já fiz foi tomada e exposta. Prefiro deixar para amanhã essa água que vem pungente aos olhos com gosto de mar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Desbotou.

As coisas andam meio esquisitas. O mundo parece girar e girar enquanto eu estou estagnado em um canto isolado de todo o resto que acontece por aí... talvez seja uma dessas crises de meia idade

As crianças já cresceram e vivem suas vidas de gente grande; não importa o quanto eu mude de trabalho, todos parecem iguais; com os anos as contas só aumentaram; o amor que tinha por ela hoje está prestes a acabar; na rua procuro um ponto de vista diferente de antes, mesmo não tendo sucesso. Onde será que estou errando?

Talvez tenha designado a ela um papel que ela não conseguirá cumprir - o de me fazer feliz. Com certeza vocês já ouviram a frase "só se vive uma vez" - mesmo eu não acreditando nessas palavras - sinto-me abrindo os dedos e enxergando minha vida correndo dentre eles.

Talvez tenham sido minhas expectativas ao escolher o curso tão sonhado na faculdade - acreditava mesmo que isso me faria feliz. Toda a responsabilidade, o glamour, o orgulho e prestígio... no final das contas, nada mudou.

Talvez tenha sido minha desatenção ao ver os anos passarem e não me importar com as primaveras passando. Nunca reparei as folhas se desbotado até caírem no chão e depois surgirem novas, vivas.

Talvez o que me falta é vida, apenas uma boa razão pra levar tudo a diante, o que me faça acordar com vontade de te dizer "bom dia, como vai você?".

Acredito que fui levando, só levando.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Relatos fúteis sobre uma causa não compreendida.

Como seria se amanha acordassemos sozinhos? Tem vez que me pego de mente cheia e sinto o peito vazio. De esquina a esquina me deparo com um bom motivo pra sorrir, vejo por ai coisas que me fazem os olhos brilharem. Talvez seja apenas meu encanto por coisas novas, ou o meu bom e velho desencanto. Companhia de longa data, me segue há anos, talvez tentando me mudar de idéia e abandonar o que é certo. As companhias de outras primaveras também me batem ao peito... o gosto do chocolate e os relatos de um filme que não acabou como era prometido pelo roteirista. Certamente sei que talvez não haja por ai quem mais queira o meu bem, mas como seria se amanhã eu acordasse sozinho?