- Eu Novo, Velho Eu -
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Mormaço.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Vestido.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Gaivotas.
E se eu lhes falar que o vento tinha histórias pra contar? Vão negar que a gente tinha rumos pra guiar no fim de cada esquina.
Sei, vai lembrar, que os dias foram longos para ti e recuar ao perceber que estive sempre aqui com pedaços do que foi o nosso fim. Bem aqui, bem.
Vai dizer que quando olhas ao céu já não vê as gaivotas que vinham do mar? E a tarde que brotava em tons de azul? Foi você quem fugiu do caminho a ser o futuro que nos levaria pro véu de nuvens e o terno.
Tempos depois eu me arrependi ao ver essas mágoas ainda aqui, talvez, não por mal, veio se despedir — Não somos um.
E eu já não sei mais por onde seguir, carrego o peso de um dia mentir pra mim mesmo enquanto ouvia aquele blues.
E até os meus amigos, seus amigos, disseram para mim que as vezes há perigo ao se olhar pra trás. Sei que sou bandido, já ferido e carrego a culpa em mim, mas tudo acaba quando terminou.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Sobre tática de guerra e algumas outras coisas.
Crescemos em um mundo lindo e cheio de promessas - ao menos, boa parte dos que conheço. Desde pequeno, nossos pais dizem que seremos alguém na vida, teremos um bom emprego, ótimos cônjuges… O que normalmente esquecem de nos contar é o que a vida não é tão bela depois que alcançamos uma certa idade.
Chega um momento onde é cada um por si.
Temos de estudar, trabalhar, nos dedicar aos nossos interesses - as vezes ao que não é de nosso interesse também. É aí que entra uma parte importante e boa no nosso percurso: formar alianças.
Uma andorinha só não faz verão - ainda bem - , e se fizesse teríamos espalhados por aí diversos exemplares de pessoas arrogantes, prepotentes, “auto suficientes” - e ainda assim, posso apontar alguns desse tipo. Não importa qual seja o objetivo e a quem atribuímos esse dever. Seja para ter uma companhia nas horas vagas, alguém que te dê carinho quando precisar, um contato que vai fazer você expandir seus horizontes profissionais… toda relação tem um ponto de interesse. E novamente os nossos pais - lembram deles? - acabam por não nos mostrar na pele o que é o sentimento de decepção.
Sempre achei que acumulei por aí diversas alianças, mas com o passar dos anos noto então que na verdade esteja quase sozinho.
Talvez seja culpa do meu signo, que do sagitário só aflorei a parte de cavalo - curiosidade: meu signo chinês também é cavalo haha. Mas agora, que estou prestes a completar vinte e cinco primaveras, que noto o quanto estive enganado.
A confiança e a fidelidade são sentimentos que levamos meses, muitas vezes anos, até conquistarmos ou deixar que conquistem em nós, mas o sentimento decepção é a maior arma nessa guerra. Fazendo uma analogia tosca, imaginem que a confiança é Napoleão Bonaparte e podemos chamar a fidelidade de Adolf Hitler. Ambos poderosos, fortes o suficiente e confiantes de que durariam para sempre… até o momento que decidiram invadir a mãe Rússia em pleno inverno. Pois é… o inverno russo aqui representa a decepção. Não importa qual seu tamanho, quantos homens e mulheres apoiam sua causa, quantos cavalos e espadas ou soldados munidos de armas altamente letais. A o frio do inverno russo - ou da decepção - vai aniquilar suas tropas, assim como hoje fez com Napoleão (confiança) e Hitler (fidelidade).
Nenhum soldado seu suportará o frio que chega a congelar vossos corações.
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Aos mortos e feridos.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Um ensaio sobre a cegueira.
Dias melhores virão - dizem isso por aí, mas o que esquecem de dizer é que os ruins costumam vir com mais frequência.
A vida veio me pregando peças no decorrer deste ano. Sozinho, vagava a esmo de esquina a esquina procurado algo pra me distrair; o que ontem considerei um a profissão, havia se tornado um peso em minha vida; até mesmo meu maior sonho, junto de pessoas que depositei tanta esperança, pegou carona na última nave enviada a Marte para confirmar a existência de água líquida no planeta vermelho - (risada irônica). A sensação de impotência prevaleceu.
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Aos poucos, fui ajeitando a casa. Limpei as janelas, varri o chão empoeirado, vedei as goteiras... Até pendurei bebedouros para os beija-flores. Não porque isso me acalma ou porque talvez goste de ver tudo arrumado.
Agora tinha visita.
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Acredito muito no poder do pensamento. Aquele lance meio esotérico, meio estranho, meio bossa nova, meio rock n' roll - haha. Creio piamente que o que plantamos será exatamente o que colhemos e - meio que sem ver - me vi semeando meu jardim com coisas boas. Começou com uma bobeira, um sábado qualquer, que virou meus planos de cabeça para baixo.
A fim de curiosidade: na religião hebraica, o sétimo dia do Gênesis, é chamado de Shabat (שבת). Nesse dia, os adeptos ao judaísmo tiram um dia de 'descanso', onde se dedicam ao estudo e melhoramento do seu ego - meio leigo e talvez brevemente equivocado, mas foi o que entendi após uma breve explicação que recebi de um judeu.
Pensando assim, mal sabia eu que naquele sábado minha vida começaria a mudar de rumo.
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Com o ambiente ajeitado, tornei a abrir as portas e as janelas pra te ouvir cantar e o que achei que seria só uma curta visita, se tornou uma constante agradável.
Veio pra perto de mim e me confortou. Me mostrou o lado bom de coisa que só enxergava escuridão e me deu forças pra seguir com o que tanto já amei até hoje.
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Impressionantemente, a nova onda de bons pensamentos deixaram de ser só pensamentos e começaram a mudar o rumo das coisas ao meu redor - até consegui um emprego promissor na minha carreira.
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Sei que esta longe do final do ano e bem longe de onde meus planos vão para o meu futuro ao lado da minha constante, mas acho que já posso começar a agradecer - não?
Dizem por aí que o amor é cego e não sei se sou do tipo que concorda - talvez até seja. O que sei, de verdade, é que essa cegueira me fez enxergar o lado bom da vida.
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Longo prazo.
Um olhar fuzilante ao me receber e uma certa distância de uns dois palmos ao sentarmos na mesa, mas nada que algumas horas de boa conversa não fizessem mudar tudo. Sai para tomar cerveja gelada, mas voltei pra casa com o coração quente - você não sabe, mas te apelidei de camomila (te explico uma hora dessa) - e, por incrível que pareça, sentindo falta de algo. Talvez tenha sido teu sorriso sempre aceso ou o fato de que com o tempo você se aproximou e me esquentou do frio que vinha da janela ou a graça de como me interessam o seus desejos mais banais - como, por exemplo, a forma que se encanta com a ideia uma cama... elástica ou não.
Ps: Ela disse sim
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Um abraço ao acaso.
Falando em rituais, vocês já fizeram chá da forma certa que deve ser feita? Pode parecer que nada disso faça sentido, mas isso é assunto pra outro texto.