Sabe aquele tchau com gosto de quando vou te ver de novo? É engraçado. Me peguei ontem, por aí, rindo - na verdade sorrindo - pro acaso. Por mais que já tenha falado sobre ele, nessas idas e vindas do meu coração, fiquei espantado do quão esse meu antigo inimigo hoje tenha se tornado um aliado.
A gente põe muito peso nos acontecimentos, sabe? Uma dramaticidade um tanto quanto grandiosa nas coisas que na verdade são só vontades internas e não correspondidas. Já por outro lado, o acaso chega cheio de si e te mostra com uma nova ótica novos campos que você jamais sonhou alcançar e isso pode soar bem estranho - ao menos pra mim soa.
É muito daquela rotina que foi quebrada, por acaso, onde você tem o costume de pegar o ônibus na volta para casa às 20h, sentar ao lado esquerdo, bem na janela, e não se importar com o resto da viagem. Só que aí, por um instante, você se depara com algo diferente. Sou extremamente adepto aos rituais banais da vida, sabe? A organização, o tempo de maturação e a forma com que esses processos levam a um resultado extremamente satisfatório. Em sua plenitude, a delicadeza e a forma com que trabalhamos em algo dedicando nosso tempo, atenção e carinho tendem a nós proporcionar uma felicidade genuína. Há dias que venho tentando achar as palavras certas para falar sobre isso de uma forma menos banal do que estou habituado, mas no final sei que vou acabar caindo em mais algum cliché - risos.
Falando em rituais, vocês já fizeram chá da forma certa que deve ser feita? Pode parecer que nada disso faça sentido, mas isso é assunto pra outro texto.
Falando em rituais, vocês já fizeram chá da forma certa que deve ser feita? Pode parecer que nada disso faça sentido, mas isso é assunto pra outro texto.
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