terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Portas fechadas.

Há quem me pergunte "mas, por quê?". Não importa o quanto eu tente titubear, a resposta acaba sempre caindo em algo que soa como "não sei". Um bom amigo me disse "Pode ser a melhor coisa do mundo, se não há de ser não será. Por mais complicado que possa parecer, as coisas acontecem como devem acontecer. Por mais que lutemos contra, esquecemos que o destino tem seu próprio rumo". Houve também um curto comentário, mas que me fez parar para pensar por um tempo, algo como "Talvez você só precisava fechar o capítulo que deixou aberto há anos atrás e depois de tentar notou que não seria como aquele garoto de 17 anos imaginava". Acreditem ou não... dói. A dor de não saber o que está fazendo machuca tanto quanto as palavras que foram ouvidas. Há quem vai me julgar - canalha, mentiroso, apático, oportunista - mas isso pouco me importa. Talvez não tenha muito mais o que ser dito ou feito, a melhor ou pior escolha que já fiz foi tomada e exposta. Prefiro deixar para amanhã essa água que vem pungente aos olhos com gosto de mar.

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