sexta-feira, 24 de abril de 2015

Janelas abertas.

Tem dias que me perco por ai enquanto caminho pensando em coisas aleatórias que a vida nos dá. Vou longe, tão longe que é estranho não lembrar qual foi a última esquina que dobrei ou por quantas quadras passei até chegar nesse lugar que não conheço. As fachadas são estranhas, as pessoas são estranhas, o cheiro dessa rua é estranho. A sensação de estar sozinho é perturbadora, dói no peito feito um golpe de mão fechada no meio da boca do estomago, me falta o ar e a visão começa a ficar turva quando então você perde o chão. A parte mais estranha é quando nesse relapso de luto você se depara com um rosto familiar, alguém que não via há muito tempo... É tão bom ter quem te guiar quando não se sabe pra onde vai. O chão tornou a aparecer sob meus pé, o ar voltou a encher meus pulmões e tudo que me causava estranheza e uma leve fobia se transformou em algo normal, inofensivo. Honestamente, espero que tenha te encontrado dessa vez pra você ficar pra sempre.

Por um tempo me peguei pensando se tudo estava seguro, se usava roupas, se tranquei a porta de casa. Foi ai que me lembrei que tranquei sim, e sai pela janela.

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