segunda-feira, 6 de abril de 2015
Um café e um pouco dela, pra viagem.
Hoje senti algo um tanto quanto estranho. Confesso que evitei te reencontrar, honestamente. A vida está me guiando por caminhos que não apresentam placas de retorno e venho seguindo nessa estrada por que sei que lá na frente há algo maior a me esperar, mas no fundo não fiz esforços pra parar no acostamento por alguns instantes. Sabe, houve um tempo em que guie por ai buscando encontrá-la pelo caminho. Confesso... Por acaso hoje, em alguns segundos de loucura, decidi olhar pro lado e te vi por lá. Parei, senti e te olhei nos olhos - e poxa vida, que olhos lindos essa garota tem. As pupilas dilatadas pela meia luz, sardas colorindo seu rosto e os cabelos ondulados num tom castanho quase mel - talvez fosse só a iluminação do ambiente. As horas voaram, feito a minha atenção enquanto admirava as histórias cômicas que me contou e a forma como movia os lábios enquanto me falava sobre elas. Olho pra ela e sinto que é aqui que devo me encostar e de ti fazer minha morada... Mas, poxa, somos tão diferentes se nos vermos de perto. Sonho em ter filhos, sabe? Gostaria que pensasse mais sobre isso, afinal, eles seriam lindos se nascessem com teus olhos, tua pele, tuas sardas, teu jeito - já pensou nisso? Enfim... Talvez seja pura loucura ou devaneio, mas hoje senti metade de medo e a outra metade foi pura saudade. Vontade de acordar todos os dias de manhã, te olhar nos olhos e dizer quão feliz você me faz.
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