Não espero que mude e nem que se mude. Não espero que esqueça todos os momentos bons que viveu ontem por aí e nem que me diga que eles não foram tão bons quanto ao meu lado. Não espero que entenda minha urgência, mas que perceba que eu andei tentando. Não espero que esse texto mal escrito te salgue os olhos e nem que marque sua vida. Não espero que a gente volte atrás depois disso, nem que o carinho entre nós mude. Não espero que pense nas situações engraçadas e constrangedoras que poderíamos ter passado juntos, nem nos dias de frio debaixo da coberta. Não espero que acredite que a morada que fez em mim desmoronou do dia pra noite e nem que eu comecei a olhar para o mundo com outros olhos. Não espero que cante uma música com pesar ao se lembrar de mim e nem que vá ao show da minha banda procurando me encontrar. Não espero que aceite e nem que simplesmente me ignore.
Espero que esteja bem onde for, quando for e com quem for. Que explora de felicidade ao lado de quem te faz bem e continue destilando pelo mundo sua alegria que é tão contagiante. Que supere os problemas quando não estiver por perto para te dar um ombro pra molhar. Que continue sendo a pessoa mais linda que tanto fez meus olhos brilhar.
Não espero que espere algo diferente de mim, porquê, afinal, de esperanças não consigo seguir. E por mais que a esperança é a última que morre, nesse velório, espero que esteja bem.
Espero também que, se isso fez doer, aceite minhas desculpas sinceras. Mas, no fundo, eu gostaria de poder te dizer que espero poder te esperar até que a última fagulha de esperança brilhe nesse escuro sabendo que essa esperança não vai, em mim, fazer doer por não saber te esperar.
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